27-02-2009 12:32
Pedro Santos Guerreiro

Abutres

Há muita gente interessada na queda de grandes bancos companhias. Uns para lhes comprar os activos a preço de saldo. Outros para intermediar a operação: "Quebra da GM renderia 1,2 mil milhões em taxas para assessores". Veja lá como (em português do Brasil):

Quebra da GM renderia US$ 1,2 bi em taxas para assessores


©2009 Bloomberg News


A quebra da General Motors Corp. (GM) poderia render uma festa de US$ 1,2 bilhão para os banqueiros, auditores e advogados, superando os honorários recorde obtidos com o colapso do Lehman Brothers Holdings Inc.

A GM, tentando reduzir o seu endividamento e salários extrajudicialmente, disse em 2 de dezembro passado que terá que cortar a à quase a metade os seus US$ 62 bilhões em passivos, excluindo empréstimos do governo. Caso contrário, ela pode terminar como o Lehman, que vai pagar estimados US$ 906 milhões em taxas aprovadas pela Justiça por serviços profissionais, disse Lynn LoPucki, professor de direito sobre falências e concordatas na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

“A festa já começou e vai continuar por meio da quebra”, disse LoPucki, que mantém um banco de dados com estatísticas sobre falências e concordatas, que ele usou para estimar as remunerações. “A GM está em grande dificuldade financeira e não pode fazer os cortes de que precisa fora de uma concordata, porque não pode obrigar os credores a concordarem com um acordo.”

Escritórios de advocacia, entre eles Dewey & LeBoeuf LLP e Weil, Gotshal & Manges LLP, que já prestam consultoria à montadora, estariam entre os que receberiam milhões de dólares em honorários no caso de a GM quebrar.

Especialistas em bancos de investimentos e reestruturação do Morgan Stanley, do Blackstone Group LP e da Evercore Partners Inc. também vêm prestando assessoria à GM, e o sindicato UAW consulta o Lazard Ltd., segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Tom Wilkinson, porta-voz da GM, recusou-se a comentar as remunerações potenciais em caso de falência ou concordata.

O plano de viabilidade apresentado pela GM em 17 de fevereiro ao governo mostrou quatro opções de reestruturação, entre elas a remodelação extrajudicial já iniciada pela empresa, que criaria uma montadora enxuta, com foco em marcas como a Cadillac e a Chevrolet e no modelo elétrico Volt.



Quebra da Saab



A GM, sediada em Detroit, levou a sua unidade Saab à concordata este mês e disse que está estudando o futuro de suas divisões na Europa.

O plano de viabilidade custaria ao governo norte-americano US$ 27 bilhões em empréstimos, enquanto três tipos de concordatas poderiam exigir financiamentos do governo de US$ 36 bilhões a US$ 86 bilhões, segundo estima a GM.

O governo do presidente Barak Obama, que vai estudar os planos de viabilidade da GM e da Chrysler LLC, não “pressiona pela opção da concordata”, disse o senador democrata Carl Levin, depois de se reunir com membros da força-tarefa do presidente para a indústria automobilística.

A estimativa de honorários de LoPucki se baseia em comparações com outros grandes casos e reflete as diferenças em dados como o número de empregados, que indicam “o tamanho e a complexidade reais do negócio”, disse ele. A GM tem cerca de 244.500 empregados, ou cinco vezes o número do Lehman, disse ele.
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