10-02-2009 21:46
Eduardo Moura

Só o subsídio de desemprego é solução

Portugal pede um milagre. No palco passam milagreiros. Nenhuma das magias nos encanta. Nem baixa de impostos para uns e subidas para outros, nem obras paradas ou obras aceleradas, nem planos para o sector automóvel, nem antecipações de devolução de IRS nem qualquer outra invenção de última hora. Toda essa algaraviada é algaraviada.

Quando a crise chega, é porque já chegou. As crises podem ser evitadas antes.

Quando chegam não há como voltar atrás.

Por isso, as crises têm de ser enfrentadas. Quem as quiser contornar molha-se mais.

As crises batem à porta de quase todos. Ninguém vai discutir a quem dói mais.

Porém, só sobrevive à crise quem tem um seguro anti-crise.

Uns têm um pé-de-meia.

Outros eram ricos e apenas ficaram menos ricos.

Outros têm empregos sólidos como platina.

Outros têm o nada. Têm uma avalancha de angústia.

Não interessa se foram imprudentes, se foram azarados, se apenas pertencem à grande maioria dos que vivem à tangente, sempre por falta de outro remédio.

Numa crise, o primeiro e melhor socorro tem de ir para estes.

Chama-se subsídio de desemprego e as suas regras devem ser revistas para corresponder à emergência.

Com isso também se sustenta a procura agregada.

Este é o papel do Estado.

Para resolver a crise estão cá as empresas ou seja todos nós.
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COMENTÁRIOS

18-02-2009 | 02:21 | Inspector Mickey
Blá...blá...blá O Eng. Belmiro disse um dia que havia duas regras fundamentais para "Jogar" em bolsa. 1-Entrar apenas com 10% do capital próprio 2-Entrar apenas com capital próprio Eu diria que há uma regra fundamental para o povo "Aguentar a crise". Viver sempre 25% abaixo do seu rendimento... Viver sempre 25% Helena não é 25 de Abril sempre!

12-02-2009 | 17:31 | Helena Garrido
Caro Eduardo, Concordo inteiramente com a necessidade de alargar o subsídio de desemprego ainda que transitoriamente. Já discordo com o principal objectivo: expandir a procura agregada. Esse efeito existirá mas não é benéfico por causa do seu impacto no agravamento do défice externo. E toda a margem aí existente devria desejavelmente ser "ocupada" por investimento que aumentasse a capacidade produtiva. O principal objectivo do alargamento do subsídio de desemprego, na minha opinião, deve ser social. Minimizar os efeitos sociais da crise.

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